Câmara Municipal de Brasileia
Na terceira sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (19), os parlamentares se reuniram para dar continuidade aos trabalhos legislativos. A sessão teve início com a leitura e aprovação da ata da reunião anterior, registrando todos debates e decisões tomadas na ocasião.
Com a ata aprovada, foi aberto o grande expediente, momento dedicado às manifestações pessoais dos parlamentares. Durante essa fase da sessão, os representantes tiveram a oportunidade de apresentar discursos, expor temas relevantes para a comunidade e discutir propostas que poderão impactar de forma positiva a população.
Além disso, assuntos de interesse público foram abordados, incluindo demandas locais e projetos em tramitação. A participação ativa dos parlamentares reforçou o compromisso com o debate democrático e a transparência das ações legislativas.
A sessão seguiu conforme o regimento interno, garantindo espaço para o debate e a apresentação de requerimentos e indicações.
Vereador Almir Andrade Lima (PP):
Agradeceu o apoio da Câmara para que servidores do hospital pudessem usar a tribuna e reafirmou seu apoio contra a terceirização.
Mencionou que a empresa DS Telecom ofereceu internet gratuita ao hospital, dependendo apenas da autorização do Secretário Pedro Pascoal.
Reiterou que a Câmara solicitou especialistas, e não a terceirização do hospital.
Fez pedidos de melhorias na iluminação da BR-317 (do Rio Milena ao Santuário São Francisco de Assis) e no alargamento da via para caminhada.
Agradeceu ao Prefeito Carlinhos do Pelado pela iluminação na Praça Dona Ica e informou sobre a garantia de recursos para resolver um desmoronamento no bairro Alberto Castro.
Solicitou solução para crateras no bairro José Braúna e limpeza na Avenida Manuel Marinho Monte.
Vereador Djahilson Américo (Republicano):
Manifestou indignação e responsabilidade humana, questionando se a terceirização resolverá a falta de UTI, trará especialistas ou garantirá atendimento humanizado.
Defendeu a saúde como um compromisso social e não apenas um contrato.
Exigiu implantação de leitos de UTI, contratação de especialistas, estrutura adequada e capacitação da equipe.
Afirmou que “saúde não é mercadoria, saúde é direito”.
Vereadora Izabelle Araújo (Republicano):
Rebateu as declarações do governo sobre “fake news”, questionando se o edital de terceirização (publicado e em fase de recurso) seria a “notícia falsa”.
Argumentou que os R$ 78 milhões previstos na terceirização deveriam ser investidos diretamente no hospital para contratar especialistas e melhorar a estrutura.
Desafiou o governador a cancelar o edital de terceirização.
Pediu o encaminhamento do edital ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para análise e uma nota oficial do Conselho Estadual de Saúde contra a terceirização.
Solicitou à Secretaria de Saúde do município remédios básicos e manutenção de equipamento de eletrocardiograma na unidade Dr. Ricardo Barbosa (km 26).
Associou-se a pedidos de limpeza na Avenida Manoel Mário Monte e iluminação na Avenida Rui Lino.
Convidou a população para a caminhada em Epitaciolândia e a sessão na ALEAC contra a terceirização.
Vereador Careca Gadelha (PSD):
Expressou solidariedade à família de Sr. Raimundo Fogo.
Solicitou reparo na ponte do km 17 (ramal da reserva) e instalação de iluminação pública na rua atrás do Tacacá da Geane.
Pediu melhorias urgentes no ramal do km 52 (ladeira do palito).
Citou falhas em serviços já terceirizados (limpeza, tomografia), como atrasos salariais e diminuição de efetivo, para argumentar contra a terceirização total.
Ressaltou que o edital de terceirização foi iniciado em agosto/setembro de 2025, antes da audiência pública da Câmara sobre especialistas, contrariando a versão do governo.
Apontou falhas e falta de garantias no edital para servidores e população, como a não especificação de cálculo, ausência de garantia contratual e a renovação vitalícia do contrato.
Alertou para a sobrecarga dos postos de saúde, já que as metas da empresa se focam em urgência/emergência, e não doenças crônicas.
Anunciou que faltará à sessão para acompanhar os servidores na ALEAC.
Vereador Jorge da Laura(União Brasil):
Parabenizou os servidores Roberta e Jackson, reiterando que a Câmara sempre foi contra a terceirização, buscando melhor atendimento e especialistas.
Acusou o governador e o secretário de “faltar com a verdade” e de que a terceirização seria uma “forma de lesar o Estado e arrecadar dinheiro para a eleição”.
Criticou a manifestação tardia do governo sobre o assunto.
Repudiou a terceirização como “imoral e ilegal”, enfatizando a falta de respeito aos servidores que se dedicam ao hospital.
Expressou preocupação com a continuidade dos serviços caso os repasses do governo à empresa terceirizada falhem, alertando para um “retrocesso”.
Convidou a população para a passeata em Epitaciolândia e reforçou o pedido para convocar diversos órgãos para discutir e anular a terceirização.
Vereadora Lucélia Borges (PSD):
Expressou alegria pela união dos servidores e vereadores, indicando que isso está fazendo os “poderes maiores” repensarem a terceirização.
Considerou “incompetência” a tentativa do governo de transferir a responsabilidade pela falta de atendimento aos vereadores.
Criticou a ausência do secretário de saúde nas audiências públicas.
Defendeu os servidores, que muitas vezes trabalham sem o mínimo de insumos e equipamentos em uma estrutura hospitalar considerada boa.
Apontou a falta de acessibilidade no hospital.
Destacou a importância de informar a população e da participação popular na caminhada contra a terceirização.
Afirmou que o hospital, apesar da boa estrutura física, ainda carece de funcionamento adequado, pedindo que o governo cumpra sua responsabilidade.
Concordou em enviar uma comissão de vereadores para a ALEAC.
A sessão demonstrou a união do legislativo municipal na defesa dos servidores e da população, buscando transparência e soluções efetivas para a saúde pública na região.